Sergio Augusto Medeiros (1993) possui graduação em Artes Visuais pela Universidade Estadual de Maringá e títulos de mestre e doutor em Artes pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Suas pesquisas foram subsidiadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais e pela Fundação Araucária. Seus projetos foram apresentados em exposições individuais e coletivas em instituições como o Centro Cultural UFMG, a Fundação de Arte de Ouro Preto, a Bienal Internacional de Arte de Cerveira e o Centre Culturel du Brésil, além de participações em festivais e ocupações artísticas nacionais e internacionais. Recebeu prêmios e reconhecimentos em editais e programas públicos, incluindo o Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, a Premiação Cultural Aldir Blanc, o Prêmio Arte Salva e o Prêmio Cine-Fórum de Ciência e Cultura. Vive e trabalha em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

Busca-se investigar os trajetos geográficos e históricos das pteridófitas por meio de uma pesquisa iconográfica, articulando temporalidades geológicas, circuitos coloniais dos séculos XVIII e XIX, taxonomias formuladas em jardins botânicos e outras narrativas associadas às espécies, incluindo práticas de horticultura registradas em ilustrações científicas. A partir de registros visuais, o projeto interroga os modos pelos quais essas plantas atravessaram distintas cronologias, delineando tanto estruturas de colonialidade botânica quanto possibilidades ecológicas em diferentes localidades. O título do projeto tem como referência uma disciplina ofertada no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Botânica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Esta pesquisa utilizou acervos da State Library of South Australia, da London Stereoscopic Company, do Fondo Antiguo da Biblioteca da Universidad de Sevilla, do RHS Digital Collections, da State Library Victoria e materiais provenientes da plataforma Fósseis Brasil.


A primeira etapa do projeto concentrou-se na constituição de um conjunto de registros fotográficos voltados às samambaias, articulando tanto vestígios fósseis quanto materialidades associadas à sua circulação histórica. No contexto da pteridomania (fenômeno cultural de obsessão pelo cultivo e colecionamento de samambaias, difundido sobretudo na Inglaterra vitoriana do século XIX), os registros fotográficos abrangeram jardins botânicos, estufas, ilustrações históricas e dispositivos de cultivo, incluindo a presença humana implicada nas práticas de manejo dessas plantas. Posteriormente, foi delimitada uma coleção de ilustrações botânicas dedicadas às samambaias, produzidas no contexto de expedições científicas coloniais. Esse conjunto reúne pranchas, desenhos e registros iconográficos elaborados no âmbito de práticas de coleta, descrição e classificação vegetal.



Sistemática e Biogeografia de Pteridófita
A instalação foi realizada a partir de registros fotográficos, álbuns botânicos e publicações ilustradas, reimpressos a laser sobre papel fotográfico e papel pólen 70 g, em dimensões variáveis. Na pesquisa documental, foram utilizadas ilustrações de Édouard Riou (1833–1900), Edward Joseph (1825–1900) e fotografias de James Lindsay G. Cumming (1894–1979), entre outros materiais que permanecem em fase de desenvolvimento ao longo da investigação. O protótipo do projeto foi concebido com caixotes de MDF laqueado e vidro, além de montagens em paspatur, também em dimensões variáveis.
2026-