Sergio Augusto Medeiros (n. 1993) é artista visual com doutorado e mestrado em Artes pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais e graduado em Artes Visuais pela Universidade Estadual de Maringá. Suas pesquisas foram financiadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais e pela Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná. Seus projetos foram apresentados em exposições individuais e coletivas em instituições culturais nacionais e internacionais, com participações em bienais, festivais, ocupações artísticas e eventos científicos. Foi contemplado com prêmios e distinções em editais e programas públicos de fomento às artes. Vive e trabalha em Belo Horizonte, Brasil.

Esta pesquisa investiga os processos de construção e manutenção da memória coletiva através da análise das representações visuais e simbólicas associadas ao nome "Padre Eustáquio" no contexto urbano de Belo Horizonte, Minas Gerais. O estudo articula conceitos fundamentais da psicologia social, particularmente as teorias de representações sociais e memória coletiva, utilizando metodologia etnográfica urbana com registro fotográfico, análise documental, entrevistas com moradores e observação participante para mapear operadores simbólicos na construção de identidades territoriais. A pesquisa demonstra que um nome próprio constitui um processo ativo de construção social da realidade em espaços urbanos de circulação, operando através de uma memória coletiva personalizada, modificada e reconstruída temporalmente.
O projeto foi apoiado pelo Edital Fundo Estadual de Cultura (FEC) – Arte Salva, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (SECULT), e teve seus resultados publicados na Revista Perspectiva: Humanas, Sociais & Aplicadas, em formato de artigo científico. O trabalho foi desenvolvido no âmbito do curso de Pós-Graduação em Psicologia Social da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).


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Em uma das etapas do projeto foi realizada a organização do material obtido durante os registros no bairro Padre Eustáquio, em Belo Horizonte. Nessa fase, fotografias e inscrições urbanas associadas à presença do nome em fachadas, placas e estabelecimentos foram reunidas segundo critérios de recorrência e distribuição no espaço urbano. A leitura desse conjunto permitiu observar como essa denominação se inscreve no território e passa a constituir um campo de memória relacionado à história local e às práticas cotidianas dos moradores. O procedimento também possibilitou identificar modos de reconhecimento e identificação que se estabelecem a partir desses registros visuais.Como desdobramento desse trabalho, a reflexão foi apresentada em artigo acadêmico, no qual são discutidos o processo de registro, a organização do material e a interpretação dos fragmentos reunidos durante a pesquisa.
Inspeção
Entrevistas, observação participante e registro fotográfico, com análise documental e lexical de representações por meio do software EVOC (Ensemble de Programmes Permettant l’Analyse des Évocations). A investigação resultou em produção audiovisual e síntese teórica sobre a memória do nome enquanto sistema de imagens e de representação identitária e social, posteriormente desenvolvida em artigo científico Inspeção: a memória do nome como sistemas de imagens e de representação identitária/social, Revista Perspectivas Online: Humanas & Sociais Aplicadas, Vol. 12, n. 35.
2019–2022