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Sergio Augusto Medeiros (n. 1993) é artista visual cuja prática se concentra no conhecimento tecnológico do tipo científico. Doutor em Artes pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais, mestre em Artes pela mesma instituição e graduado em Artes Visuais pela Universidade Estadual de Maringá. Suas pesquisas foram desenvolvidas em laboratórios, acervos, bibliotecas e coleções especiais de instituições científicas. Projetos de sua autoria, selecionados e premiados, foram apresentados em exposições individuais e coletivas em instituições culturais nacionais e internacionais, com participações em bienais, festivais e ocupações artísticas. Vive e trabalha em Belo Horizonte, Brasil.

A apropriação de modelos de visualização utilizados na quantificação, descrição e classificação estrutura uma prática articulada a procedimentos de busca, análise e síntese voltados ao rastreamento histórico de conceitos, métodos e teorias provenientes de diferentes campos do conhecimento. Os projetos demandam formulações metodológicas de caráter experimental, bibliográfico, exploratório e ficcional, recorrendo a materiais referenciais. Seus desdobramentos assumem a forma de ilustrações, fotografias, programas computacionais, vídeos, instalações e publicações, enquanto determinadas etapas são compartilhadas em congressos, seminários e colóquios.

 

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Portfólio  

Currículo

Orcid

Lattes

Este projeto investiga as múltiplas camadas de pertencimento e circulação do livro por meio de dois conjuntos documentais que evidenciam diferentes relações entre proprietários, leitores e acervos bibliográficos. A pesquisa articula a análise de uma coleção histórica de ex-libris com o exame de etiquetas de controle de empréstimo, propondo uma abordagem diacrônica que permite compreender os sistemas de marcação bibliográfica, desde as elaboradas marcas de propriedade dos ex-libris históricos até os sistemas padronizados de controle das bibliotecas modernas. Ambos os conjuntos constituem vestígios materiais que indicam práticas de leitura, formas de organização do conhecimento e modos de pertencimento do livro.

Esta pesquisa foi realizada com dois conjuntos documentais distintos. Uma coleção de ex-libris, originalmente publicados na edição Ex-Libris da Coleção da Biblioteca Pública do Paraná, datados desde 1730, e etiquetas de controle de empréstimo da biblioteca da Escola de Belas Artes da UFMG, coletadas a partir da década de 1990. Cada etiqueta contém a frase "Este livro deve ser devolvido na última data carimbada" e está acompanhada de outros carimbos que funcionam como lembretes para a devolução do livro.

A coleção compreende duzentos ex-libris de um acervo bibliográfico adquirido em 1981, abrangendo gravuras que atravessam quase dois séculos de produção, desde 1730 até meados do século XX. Do conjunto total, foram selecionados trinta ex-libris classificados como de autores não-identificados. A análise dessas marcações focaliza as múltiplas informações visuais, textuais e simbólicas, examinando tanto manifestações de posse privada quanto institucional. Paralelamente, o projeto incorpora uma coleção de etiquetas de controle de empréstimo bibliotecário, coletadas a partir da década de 1990. Estas etiquetas, que contêm a frase padronizada "Este livro deve ser devolvido na última data carimbada", estão acompanhadas de múltiplos carimbos datados que funcionam como registros temporais da circulação dos volumes.

Dos Livros de

Livro de artista produzido em impressão offset digital sobre papel 75 g/m², no formato 14 × 21 cm, com 72 páginas e tiragem de 30 exemplares, dos quais são apresentados 2, cada um contendo uma coleção distinta.

2017–2019

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