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Sergio Augusto Medeiros (1993) possui graduação em Artes Visuais pela Universidade Estadual de Maringá e títulos de mestre e doutor em Artes pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Suas pesquisas foram subsidiadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais e pela Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná. Seus projetos foram apresentados em exposições individuais e coletivas em instituições culturais nacionais e internacionais, além de participações em bienais, festivais, ocupações artísticas e eventos científicos. Recebeu prêmios e reconhecimentos em editais e programas públicos. Vive e trabalha em Belo Horizonte, Brasil.

 

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Consiste na organização do arquivo e do acervo de uma associação clandestina inaugurada em 1978 no centro de Belo Horizonte (MG). Ancorado ao exercício de leitura, foi formado a partir de aproximações de procedimentos técnicos e funcionais das áreas administrativas, categorizados como: coleta, tratamento, interpretação e análises dos documentos da Associação. Durante o processo desse trabalho, foram realizadas explorações documentais em órgãos de registros, como arquivos públicos, secretarias municipais, cartórios regionais e juntas comerciais, com a finalidade de coletar informações adicionais acerca da história documental e organizacional de instituições desse período. Após o procedimento amostral e em decorrência de um acúmulo, instaurou-se um processo de triagem, seleção e análise, com critérios e objetivos estabelecidos, que relacionou textos e imagens de diversos formatos e gêneros à história da Associação e dos trajetos dos associados. 

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Esta pesquisa foi realizada durante o mestrado em Artes Visuais no Programa de Pós-graduação em Artes da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais, com bolsa fornecida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais. Parte do projeto foi desenvolvida com recursos da Lei Municipal da Cultura de Maringá, por meio do Convite às Artes Visuais. A banca examinadora foi composta por Maria Angélica Melendi, Brígida Campbell e Ivana Veraldo sob a orientação de Amir Brito Cadôr. 

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Uma das etapas do projeto consistiu na análise da documentação administrativa e cadastral associada à Associação Brasileira de Artistas Independentes, composta por registros emitidos por diferentes instâncias institucionais, como a Receita Federal, a Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais e a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte. Esses documentos, produzidos no contexto de procedimentos formais de registro e manutenção de pessoas jurídicas, foram examinados como vestígios de processos burocráticos que estruturam a existência legal de associações culturais. O exame desse material concentrou-se na observação das formas documentais, dos enquadramentos jurídicos e das informações administrativas presentes nos registros. Foram considerados aspectos como classificações de atividade econômica, natureza jurídica, datas de inscrição, endereços institucionais e outras informações cadastrais que demonstravam os modos pelos quais a associação foi formalmente inscrita em diferentes sistemas de registro. A análise permitiu compreender como essas instâncias administrativas organizam, padronizam e estabilizam informações relativas a entidades civis. Essa etapa também implicou a leitura comparativa entre documentos produzidos por órgãos distintos, observando variações de linguagem institucional, formatos gráficos e estruturas de registro.

Outra etapa do projeto envolveu a apresentação da dissertação em formato de exposição individual. Em vez de assumir a configuração convencional de defesa em sala acadêmica, o trabalho foi instalado em um espaço expositivo, no qual os materiais resultantes da pesquisa foram organizados como parte integrante da própria forma de apresentação da investigação. Nesse contexto, a banca examinadora realizou a arguição no interior do espaço de exposição, estabelecendo um diálogo direto com os documentos, imagens e dispositivos que compunham o conjunto apresentado. Durante a sessão de defesa, as integrantes da banca produziram anotações manuscritas relacionadas às observações e comentários formulados ao longo da avaliação. Após o encerramento da arguição, esses registros foram recolhidos, digitalizados e posteriormente incorporados à versão final da dissertação. A inclusão desse material ocorreu como elemento textual complementar que acompanha o corpo principal do trabalho, funcionando como registro documental do próprio processo de avaliação acadêmica. Posteriormente, também foram incorporados ao trabalho os registros produzidos durante o processo de catalogação realizado pela biblioteca da instituição. As etapas técnicas de classificação, identificação e registro bibliográfico foram reunidas e anexadas à dissertação, instaurando um procedimento de caráter metalinguístico.

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Divisão Administrativa

Dissertação de Mestrado

Instalação, livro de artista e múltiplo. Impressão offset sobre papel 75g, com encadernação dobrada e blocada, tiragem de 200 exemplares. O conjunto acompanha fichários, pastas e documentação com dimensões variáveis. O trabalho foi apresentado em 2018 na exposição individual Página 2000, no Museu Histórico Hélenton Borba Côrtes (Maringá, PR), e em 2019 na mostra individual Divisão Administrativa, realizada na Galeria da Escola de Belas Artes da UFMG (Belo Horizonte, MG).

2017–2019

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