O Plano Cohen foi um exemplo de documento falso atribuído pelo governo brasileiro, que continha a informação sobre a tomada de poderes políticos pelos comunistas. Forjado pelo capitão Olympio Mourão Filho, membro da Ação Integralista Brasileira (AIB), o documento relatava que os comunistas pretendiam desemparelhar o Estado e assassinar diversos representantes políticos. O plano foi utilizado pelo governo para instaurar a ditadura do Estado Novo, fechando o Congresso Nacional ao decretar uma nova Constituição, próximo à eleição para presidência da República, que seria realizada em 1938. A divulgação do documento começou entre os militares e governantes, em setembro de 1937, e logo foi divulgado no programa radiofônico A Hora do Brasil. O comunicado na imprensa do general Francisco José Pinto, chefe do Gabinete Militar da presidência da República com as “instruções do Komintern” (Terceira Internacional Comunista) para insuflar insurgências no Brasil. Em março de 1945, com a crise do Estado Novo, o general Góes Monteiro denunciou a fraude produzida oito anos antes em um anúncio, isentando-se de qualquer culpa no caso. Segundo Góes, o plano foi entregue ao Estado-Maior do Exército pelo capitão Olímpio Mourão Filho, então chefe do serviço secreto da AIB. Mourão Filho, por sua vez, admitiu que elaborou o documento, afirmando se tratar de uma simulação comunista para ser utilizada estritamente no âmbito interno da AIB. O trabalho apresenta a análise desse discurso associado à falsificação documental na política brasileira.

 

enunciado, 2020-2021

carimbo sobre sobre papel carta

21,59 x 27,94cm

tiragem de 300

 

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