As variações toponímicas podem ser identificadas não apenas pelo uso de nomes próprios ou de lugares, mas pelo alcance às dimensões geográficas, históricas e culturais que constituem os nomes de coisas. Nessa perspectiva, o projeto se relaciona com a onomástica, partindo-se do topônimo à grafia do pixo, envolvendo assuntos referentes à noção de propriedade e assinatura. Utilizando um dos pixos presente na fachada do prédio, o trabalho nomeia um edifício residencial, marcado pelo termo Musa-Slipk. Geralmente, esse tipo de grafia menciona, quase sempre, a uma denominação de grupo ou representa a assinatura de um pixador individual, também conhecida como tags. Na relação termo genérico (edifício) e termo especifico (Musa-Slipk), o planejamento de nomeação ocorreu concomitante às dinâmicas funcionais e de registro entre locatário, proprietário, sindicância, portaria e outros serviços. Com o propósito de investigar o espaço enquanto edifício Musa-Slipk, foi necessário demarcar funções, averiguar documentos e simbolizar interações em uma coleção de impressos, fotografias e objetos encontrados e desenvolvidos no próprio local. Uma das ações desenvolvidas se destinou ao acréscimo das informações referentes ao imóvel, que foi modificado, atribuindo à nova nomeação como principal referência geográfica e visual.

 

edifício, 2019-2020

instalação

montagem realizada em cômodo do edifício

participação de Muriel Machado

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